O que quer que aconteça, não pode mudar uma coisa. Se sou uma princesa em trapos e andrajos, posso ser uma princesa por dentro. Seria fácil ser princesa se eu estivesse vestida com tecido de fios de ouro, mas é um triunfo ainda maior ser princesa o tempo todo, sem ninguem saber.


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domingo, 13 de março de 2011

To be me.

"Seja eu e por favor veja o que dá pra fazer com isso. Porque eu não sei."
Tati Bernardi



 Os outros escritores assim... sempre salvando a minha vida de mim, quando eu não sei como escrever aquilo que gostaria de dizer e não digo. Nunca digo.

sábado, 5 de março de 2011

2007, 2008.

Mas vamos aproveitar a criatividade antiga né? Enquanto a luz no notebook ainda brilhar filosofei.
Texto retirado de uma folha de fichário do ursinho pooh.

Eu sou impulsiva eu já estou menos impulsiva. Acho graça do normal. Me perco nos números, mas aprendo todos os dias novas fórmulas de palavras, elas são equações exatas, que as vezes dividem e por outras excluem, subtraem. Sinto falta de coisas que vêm na minha cabeça, flashes do que não vivi. Acordo pra um dia de cada vez. Procuro as coisas certas quando tenho certeza que não quero as erradas. Eu não penso diferente.

Penso estranho, pra frente. Deve ser culpa do imediatismo acelerado nível 5 em que funciona minha mente e meu coração. As vezes gasto tempo demais comigo, acho que me conhecer deve ser fácil não, nem isso tem sido, difícil é conviver e aguentar as entrelinhas, porque tem que gostar das minhas unhas meio curtas de tanto roer quanto estou nervosa, de todos os quilos que tenho no corpo, da cor loiro cobre/cinza/dourado natural do meu cabelo. Amar o bico enorme que faço quando não ganho o que peço, dos risos carregados de falta de ar (asma), das falas carregadas de respostas rápidas, da falta de vontade de me vestir direito, de pentear o cabelo direito, de detestar estudar obrigada sobre coisas que gosto, do completo desligamento que tenho do mundo. 

E tudo o mais, porque sempre tem um tudo o mais. Eu mesma tenho vários.

Current status: Definição atual de vida: um vidro, bem grande e embaçado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coisas


Eu queria pedir desculpas para as pessoas que não conheço. Do tipo " não é você colega, sou eu ". Eu é que não vou dar conta, eu é que não vou me abrir.
Estava ensaiando, colando na porta do laboratório e descolando. Sem entrar, evitando postagens. Sempre tenho que me render, e os motivos são completamente diferentes. Senti falta dessa conversa comigo mesma, da discussão vazia do que vai ser e o que não será. Minhas palavras são sempre carregadas do futuro, talvez eu não saiba viver o presente. Por isso dei uma respirada lá fora, pra esperar, sem cogitar... as coisas acontecerem.

Aproveitei que o bonitão está dormindo de boca aberta no sofá, pra contar sobre ele. Maaas desisti. Ainda não é o momento, que eu até fiz e refiz, esse texto está pronto na minha cabeça e no meu coração. Desta vez, o post é sobre novos amigos:

Não foi uma decisão, eu não simplesmente pensei "não quero". Mas eu não quero mesmo, é um troço fatídico e profundo e pesado que eu sinto aqui dentro. Bem no meio do peito. Não vou fazer amizades novas. Não quero deixar o meu lápis cair pra pessoa do lado pegar porque meus olhos estarão cheios de julgamentos e de pura falta de esperança e dedicação. A minha cabeça tomba pro lado com a palavra "grupo". 

Porque hoje prefiro fazer só e ficar só. Lá fora, do outro lado das paredes de 7 ou 6 andares... me disponho a abrir a boca ou sorrir para as pessoas que já conheço. Quer dizer, eu ainda sou eu. Mas só lá fora.

Mesmo que por enquanto.

Current status: o bonitão acordou e ganhei uma bronca por ainda estar online. Então, câmbio desligo.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Check-in closed.

Acabei de falar com uma garota que não conheço, para perguntar se poderia entrar no twitter aqui no laboratório da Universidade nova. É isso, minha vida tem-se resumido a falar com "gentes e gentes" estranhas. Mas eu não poderia fazer um resumo, não seria digno com toda essa coisa leia-se mudança. Começou no aeroporto, suando frio pra pedir pra outra moça desconhecida passar um pouco do meu excesso de bagagem. Isso porque eles não pesaram nada emocional. Aquela coisa que também chamam de bagagem, do contrário, eu estaria falída.

Subi no avião e comi um sanduíche natural de frango, normalmente torceria o nariz pra comida de procedência desconhecida. Mas o que mais eu estava fazendo além de voando para o próprio desconhecido? A partir dali eu teria tudo novo. Então comi num ritual simbólico de passagem e de fome. Só não me lembro qual pé usei para descer do avião, direito ou esquerdo. Mas de qualquer forma vou descobrir.. dependendo de como for o meu ano. supertição modo on.

Pausa pra dizer... que ganhei rosas cor-de-rosa na chegada.

Mudar é tão doido. Você se joga fora da sua zona de conforto num prédio de 6 andares, 4 elevadores e cinco mil escadas rolantes. Para onde ir? Taantas opções para se perder. Parece que a cama nova não vai dar preguiça, a casa não será tão legal e nem a rua tão estranha o suficiente para ser sua. Aqui tudo é pequeno e estacionam os carros um de cada lado em ruas minúsculas. Ok, quando eu era criança e só precisava fazer a bicicleta passar. E chove todos os dias. Acho que terei três mil e quinhetas sombrinhas este ano. Na cidade antiga, a sombrinha rosa claro ficou desbotada. Mas não perdi, por incrível que pareça, ou mesmo pela extrema falta de uso, tudo ao contrário daqui. Vou até colocar uma foto. Quando tirar uma.

Saudades sim, vão ficar e serão coisa permanente. Mas vamos lá. Pro mundo novo, com chuva que eu sei que vai me pegar desprevenida e ruas com sentidos que não entendo e pessoas que se vestem de.. outras formas. Saudades vão ficar.

Current status: Princesa em qualquer lugar.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ele..

Oi meu amor, seguindo o estilo 10 coisas que odeio em você:

10 Motivos para ficar feliz por que está chegando:
1. Assistência emotiva 24h, basta ligar que o socorro chega em no máximo 1h;
2. Pracinha TODOS os domingos, ter que esperar a próxima viagem? nunca mais;
3. Dormir de conchinha, aquecida por mim, sempre que quiser;
4. Companhia para ir ao médico, para atravessar a rua, arrumar a mala e fazer qualquer outra coisa que você não gosta, e gosta menos ainda de fazer sozinha;
5. Sem mais dependência da promoção da TIM por causa do interurbano;
6. Diploma emitido pelo melhor curso de jornalismo da região norte;
7. Possibilidade de festas acompanhada, ou mesmo de um dia de preguiça com filme e pipoca, sempre que quiser;
8. Maior facilidade para organizar nosso casamento, ver nosso ap, escolher nossas coisas;
9. Agora vai dar pra você ligar e dizer: amor, tô aqui na frente da faculdade, vem me buscar?;
10. Pode jogar o calendário fora, não vamos mais precisar ficar catando os feriados na folinha para nos vermos, o calendário agora servirá para programarmos as viagens que faremos.

Bom meu amor, estou muito mais ansioso e feliz do que qualquer outro dia. Ainda lembro quando  falaram que eram só dois anos. Mas que bom que está acabando. Desde já, seja muito bem vinda de volta. Amo você, minha vida.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quantas vezes terei que matar você?

Estava trabalhando na velocidade 5. E ouvi essa música que as meninas do design estavam escutando. Achei super. Interessante, indicativa e nostálgica.

Meu amor
Vamos falar sobre o passado depois
Porque o futuro está esperando
Por nós dois.

Por favor
Deixe meu último pedido pra trás
E não volte pra ele nunca
Nunca mais.

Porque ao longo desses meses
Que eu estive sem você
Eu fiz de tudo pra tentar te esquecer
Eu já matei você mil vezes
E seu amor ainda me vem
Então me diga quantas vidas você tem.
P.M

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Que vejo estrelas em você...

Significado: Uma supernova é um potente aumento de luminosidade de uma grande estrela, devido à explosão desta. Dá a impressão de anunciar o aparecimento de uma nova estrela, mas na verdade é o resultado de seus desaparecimento violento.

É como dizem...Fica a dica.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Antes da tempestade

Acho graça porque a gente faz graça. Mesmo quando o caos está previsto. E a gente brinca e se joga, faz a louca. Estou aqui igual o Harry, se não me falhe a porcaria da memória, em a Camara Secreta.. usando Lumus.. lendo um livro. Mas estou digitando assim, para que a luz do notebook não chegue a incomodar a paciência daqueles que tentam se ajustar em camas diferentes das suas, camas de hotel. Bonitas por fora, chatas por dentro. (Sem associações à ninguém).

Perto da praia, e nenhuma vez, nem no primeiro dia, corri para molhar os pés na água. Sentir a areia ou  fui respirar fundo pra ter um fio de lembrança da minha cidadezinha. Nada. Não me joguei na piscina linda de ladrilhos azuis na primeira noite. Esqueci de fazer isso tudo, tão tradição. Prestei atenção na arquitetura, no funcionamento, não fucei os hóspedes. Não fui no segundo andar olhar a vista. Não liguei nem para a beleza de um hotel famoso na outra ilha. Tudo de lado. Tudo em segundo plano. Só uma coisa a constatar: eu não vim nessa viagem. Deixei-me em casa para vigiar o vento e a solidão.

Mas que coisa, o que fizeram com a menina que corria pra por o maiô colorido de peixinho e ir pisar na terra. Que fazia o reconhecimento da área. Não veio, mal jogou uns anzóis na água. Não quero mais viajar sem ela. Tomei 15 minutos de banho na piscina dos ladrilhos. Um minuto de pé na água da praia com sandália e tudo, três andando na terra e mais dez fotografando (um jeito adulto de reconhecimento de área).

Volta pra casa mais alegre com aquele sentimentozinho de "foi melhor ter vindo passear do que ter ficado lá".

E a próxima novela da minha vida está bem onde posso ver. Na ponta do meu nariz, ameaçando-me. Acaba o mês, começa a tempestade, sabendo apenas tudo o que vou perder.

Tantas coisas para resolver.
Tantas coisas que não queria ter que resolver nunca.

Current status: Uma princesa merecia cinco mil súditos neste momento e pra sempre.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Força

Não sei de onde elas vem, e muito menos o nível de alcance das forças que fazem uma coisa mudar. Mas conheço o seu poder de estrago. E é disso que tenho medo, de ver estragar tudo aquilo que sonhei pra mim.  As vezes eu começo escrevendo pelo fim, só pra garantir que vou saber onde vai dar.

Eu tenho tanta coisa pra escrever, mas queria que não estivesse sendo difícil acertas as teclas, achar as palavras corretas ou uma música que pudesse descrever...o que sinto agora...ainda não ouvi em nenhuma canção. Vou deixar o sol entrar e iluminar as palavras que não consigo achar, preciso me concentrar no que tem aqui dentro e começar. Não vou ganhar nada se ficar sozinha nisso tudo ou dentro da minha cabeça surtada, da minha memória ridícula e fraca.

Eu tenho que ir, outra vez arrumar as malas e partir. De repente fiquei com vontade de escutar músicas velhas e ver fotos antigas. Com zero vontades de me despedir da minha vida aqui. E foi tão difícil quando cheguei, e tive medo de virar a esquina e me perder.E não havia absolutamente ninguém para conversar, e gastei horrores de conta telefônica com amigos da cidade antiga, que é pra onde vou voltar. Sinto que criei raízes aqui, que terão que ser arrancadas porque não posso deixá-las junto com um clone de mim, vivendo de luz.

Tenho medo de ficar vulnerável na universidade nova e de não conseguir fazer meu tcc, mas primeiro tenho que juntar forças pra organizar tudo e não surtar, não pirar. É importante ficar centrada, ter foco nessa nova coisa que resolveu vir avassalando meus planos. Mas é isso, planos são só estimativas, as vezes mudam, as vezes superam expectativas. Não posso desabar. Vou chutar todos os sapos no caminho.

Para que tudo que vou ter que largar aqui possa valer a pena e ser um doce sacrifício.

Current Status: 2011, oi. Todo mundo falando de você e eu aqui, tentando descobrir a que veio. Negócios ou diversão?