O que quer que aconteça, não pode mudar uma coisa. Se sou uma princesa em trapos e andrajos, posso ser uma princesa por dentro. Seria fácil ser princesa se eu estivesse vestida com tecido de fios de ouro, mas é um triunfo ainda maior ser princesa o tempo todo, sem ninguem saber.


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domingo, 4 de setembro de 2011

Novas/Velhas palavras.

 Ok, eu ia escrever, mas to fazendo um raspa de coisas antigas no meu pc antigo. Então achei isso de 2009:

Aqui não tem sorriso paralisado de Miss, reações frenéticas ou manifestações efusivas. Eu não preciso ser bonita e nem ser interessante o tempo todo, sou apenas autêntica porque tenho personalidade. Eu sou o tipo de pessoa que entende o valor de um sorriso, um olhar, de um beijo. E você? Eu tenho vontades malucas e medos bizarros.

Adoro ficar descalça. Sou fiel as minhas convicções, mas as vezes não tanto as minhas vontades, por ser inconstante. (Eu já disse que trabalhei isso em mim e está beem melhor). Uma inconstante racional, ninguém precisa sair correndo ou começar a duvidar de mim. Sou geminiana, curiosa, ansiosa, desastrada e comunicativa talvez devesse estar entre a descrição. Tudo em mim fala. E como diria Lispector 'escrever é a minha maldição' estaria presa em mim se não escrevesse. Então não se preocupe quanto a veracidade dos fatos.

Eu não tenho nada de perfeita, sou complicada. Eu ligo para o que os outros falam de mim, mas sinceramente não to nem aí para o que pensam,  nada do que pensarem seria o suficiente para me fazer mudar, seja qual o conceito formaram de um dia que me viram, ou de cinco minutos que passaram comigo, o que conta são os pensamentos daqueles que estão presentes no meu day by day. Sinto saudade de quem gosto, e me dou o direito de chorar por isso. Já aprendi que em toda escolha há uma renúncia. E pra toda renúncia, alguma dor. Mas nesses 18 anos vi que há momentos, em que é preciso ser mais forte do que a dor. Que é preciso mesmo dar a volta e se possível ter o gostinho dessa tal volta ser totalmente por cima.


Da pra perceber? Uma coisa caóticamente equilibrada, o que todo mundo é, só dependendo do quanto cada um se permite. Um nonsense simplesmente bem vindo. Uma anestesia, sem aquele papo de 'tem gente que existe, eu vivo' porque caramba, eu existo e vivo.   

Status 2011: Aqui com 21 anos, continuo existindo e vivendo bem, obrigada :) 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Take a Bow

Estava passeando no face desgraçado que vicia everybody, twitter, noite de vma, orkut, twitter de novo. Estou toda atualizada hello internet again.

Enfim, twitter.. who to follow e está lá o ex amigo sugerido. Eu já decidi antes quando não segui de volta, não vou estar dentro do programa de recuperação de amigos.

Eu quis saber apenas como tem sido perder todo mundo. Sim, porque eu sei, senti naquele janeiro chuvoso quando me mudei como é ficar longe das pessoas que antes eram tão nossas. Mas eu não tive escolha. 
"Você tinha nossos corações em suas mãos e brincou com eles no ritmo da batida".

That was a .. show. But is over now.
For make me believe that you could be faithful to me. To us.

sábado, 27 de agosto de 2011

Soorry

Sim, eu fujo de escrever, o que é terrível e me deixa louca.

There are two kinds of secrets: ones we keep from others; others and the one we hide from ourselves.

When the sun shines
We'll shine together
I swore that I would be here forever
He'll always be your friend
stick it out till the end
Now that it's raining more than ever
I still have each other
You can stand under my umbrella. From her

"Eu odeio quando tu te isolas do mundo, mas não pelo fato de te isolares em si, mas porque a gente fica distante e eu sinto tua falta" From her

Mas vou tentar não pegar a saída mais próxima da próxima vez que sentir vontade de vir aqui.
Ok, eu sei.. superar e não sumir é a resposta.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Garotinha.

Eu acho ridículo essa coisa de que tudo o que a gente faz tem uma reação. Obrigada querido Newton. As vezes tem reação mais preguiçosa que chega com delay, mas sempre tem e ela vem e a gente fica sem acreditar. Oi mundo, você anda testando a minha paciência e a minha pequena capacidade de compreender as coisas? Sério? Não tem mais nada pra fazer? Então ele diz: Cresce garota. Para com essa idéia boba de não querer ser igual todo mundo. Você é apenas um grão de areia na minha enorme ampulheta.

E eu estou com saudade de casa, aquela que eu subia na árvore de frutinhas pretas e subia a rua do beco sonhando com um guindaste. E tenho saudade do escudo invisível de proteção da minha família, e ultimamente da cara do meu pai, de abraçá-lo. Desculpa mundo, eu não estou preocupada em ser cool. Só quero um espaço na matéria que me permita ser inteirinha eu.

Tenho que aprender o que realmente importa e focar nisso. Me reavaliar e saber o que é sólido e o que pode desabar. Pra estar preparada, ficar pronta, ser firme quando vier o vento forte. Vou defender o que me tornei.

A garota dos lencinhos.

Current status: to hold out.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Para constar

Não sei se preciso jurar, mas é que eu quero... Assinar um papel com a pequena obrigação de postar. E eu sei que preciso postar quando converso mais com a minha própria cabeça do que com as outras pessoas. Preciso e voltarei e serei digna. Atualizarei abas e postagens e o meu layout e os layouts da galera que levam a assinatura Terra da Princesa escondidinha. Quando tiver minha casa e um novo modem a meu dispor, serei digna novamente. 


Promessa de Princesa.




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Deletar

Odeio te ver em minhas leituras, e me riscar sem querer dobrando a perna para apoiar a folha e te descrever em detestantismos (do verbo detestar), porque eu detesto me ver em ti, ou melhor, ver algum resquício de você no que eu digo. Imaginar que sou eu e enxergar você fazendo ou agindo daquele jeito irritante em determinadas situações. Aquele teu jeito desconfortavelmente confortável. Preciso achar o botão e te deletar, o problema é que eu sei como você agiria, exatamente como penso em agir. Então vou lá e repenso, porque eu tinha um jeito que funcionava muito bem antes de você quebrar a fechadura da minha porta (a porta para entrada na vida de cada um), ex-amigo. Aprendi de ti que é melhor levar a vida um pouco mais leve, porque em caso de incêndio... a gente vê o que faz, certo? Errado.

P.s.: Seu idiota completo.

sábado, 26 de março de 2011

Atravessar

Meu sonho era parecer mais velha. Ser neurótica, chata e anti-social não tem me ajudado. Não, eu não to de olho na aposentadoria enorme que dão aqui no Brasil, nem furar fila na frente do galerê, não é isso. É que eu ando precisando ser levada em consideração, a sério. Essa cara de criança começou a estar incompatível com o que me tornei, com todos os meus wishes. Exijo uma plástica, me insere umas rugas, uns pés de galinha que é pra ver se o mundo pára pra me ouvir. 

São 20 anos, sim, grande coisa, mas não são quaisquer vinte anos, hellou, eu estava aqui vivendo eles todos. Aprendendo todo dia, quebrando essa cara de bumbum de nenem. Chega de discriminação com a minha embalagem. Sério, já chega. O próximo que me avaliar torto depois que ouvir a palavra vinte, vai ganhar um desaforo bem grande, bem bonito. Eu vou começar a brigar pelo que eu sei, pelo que já vivi e deixar de sorrir amarelo quando dizem que eu ainda sou novinha. Porque tem tanta gente com experiência fazendo besteira por aí.

É claro que eu tenho que contribuir, retirar bicos, arrumar a postura, por uns saltos, vigiar o tom de voz. Afinal, o que é mesmo ser um jovem adulto?  Você tem responsabilidades pra dedéu, mas todo mundo espera que você faça uma merda bem grande algo errado no final. Não me atravessa, e eu não vou mais tentar deixar me atravessar. Já deu. Cresci.

Au revoir pré-julgamentos, pré-julgadores, vão a m.

domingo, 13 de março de 2011

To be me.

"Seja eu e por favor veja o que dá pra fazer com isso. Porque eu não sei."
Tati Bernardi



 Os outros escritores assim... sempre salvando a minha vida de mim, quando eu não sei como escrever aquilo que gostaria de dizer e não digo. Nunca digo.

sábado, 5 de março de 2011

2007, 2008.

Mas vamos aproveitar a criatividade antiga né? Enquanto a luz no notebook ainda brilhar filosofei.
Texto retirado de uma folha de fichário do ursinho pooh.

Eu sou impulsiva eu já estou menos impulsiva. Acho graça do normal. Me perco nos números, mas aprendo todos os dias novas fórmulas de palavras, elas são equações exatas, que as vezes dividem e por outras excluem, subtraem. Sinto falta de coisas que vêm na minha cabeça, flashes do que não vivi. Acordo pra um dia de cada vez. Procuro as coisas certas quando tenho certeza que não quero as erradas. Eu não penso diferente.

Penso estranho, pra frente. Deve ser culpa do imediatismo acelerado nível 5 em que funciona minha mente e meu coração. As vezes gasto tempo demais comigo, acho que me conhecer deve ser fácil não, nem isso tem sido, difícil é conviver e aguentar as entrelinhas, porque tem que gostar das minhas unhas meio curtas de tanto roer quanto estou nervosa, de todos os quilos que tenho no corpo, da cor loiro cobre/cinza/dourado natural do meu cabelo. Amar o bico enorme que faço quando não ganho o que peço, dos risos carregados de falta de ar (asma), das falas carregadas de respostas rápidas, da falta de vontade de me vestir direito, de pentear o cabelo direito, de detestar estudar obrigada sobre coisas que gosto, do completo desligamento que tenho do mundo. 

E tudo o mais, porque sempre tem um tudo o mais. Eu mesma tenho vários.

Current status: Definição atual de vida: um vidro, bem grande e embaçado.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Coisas


Eu queria pedir desculpas para as pessoas que não conheço. Do tipo " não é você colega, sou eu ". Eu é que não vou dar conta, eu é que não vou me abrir.
Estava ensaiando, colando na porta do laboratório e descolando. Sem entrar, evitando postagens. Sempre tenho que me render, e os motivos são completamente diferentes. Senti falta dessa conversa comigo mesma, da discussão vazia do que vai ser e o que não será. Minhas palavras são sempre carregadas do futuro, talvez eu não saiba viver o presente. Por isso dei uma respirada lá fora, pra esperar, sem cogitar... as coisas acontecerem.

Aproveitei que o bonitão está dormindo de boca aberta no sofá, pra contar sobre ele. Maaas desisti. Ainda não é o momento, que eu até fiz e refiz, esse texto está pronto na minha cabeça e no meu coração. Desta vez, o post é sobre novos amigos:

Não foi uma decisão, eu não simplesmente pensei "não quero". Mas eu não quero mesmo, é um troço fatídico e profundo e pesado que eu sinto aqui dentro. Bem no meio do peito. Não vou fazer amizades novas. Não quero deixar o meu lápis cair pra pessoa do lado pegar porque meus olhos estarão cheios de julgamentos e de pura falta de esperança e dedicação. A minha cabeça tomba pro lado com a palavra "grupo". 

Porque hoje prefiro fazer só e ficar só. Lá fora, do outro lado das paredes de 7 ou 6 andares... me disponho a abrir a boca ou sorrir para as pessoas que já conheço. Quer dizer, eu ainda sou eu. Mas só lá fora.

Mesmo que por enquanto.

Current status: o bonitão acordou e ganhei uma bronca por ainda estar online. Então, câmbio desligo.